Ou, melhor, "mulher ou rato?"
Não. Esse não é mais um texto com metáfora. Na história da vez, o rato existe. Ou pelo menos, existiu. E não... Não é mais uma narrativa sobre memórias antigas. O assunto é atual e, mais especificamente, sobre o que vivi nos últimos três dias.
Um rato entrou em casa. E onde ele quis se hospedar? A resposta não podia ser mais irônica: perto da única pessoa que não pode correr. Eu! A saga terminou hoje, e teve alguns momentos bem hilariantes como a minha mãe encurralada no banheiro com o bicho, gritando por quase 1 minuto (desculpa te entregar Mama, mas foi engraçado demais!). "Em quase 30 anos morando nessa casa... Nunca apareceu um rato aqui! Logo agora...", ela dizia pelo menos umas 3 vezes em cada um dos dias da aventura.
Alguns homens, fazendo obras aqui perto nos advertiram que viram o tal do rato entrando aqui em casa pelo portão na segunda-feira. Meus pais revistaram tudo, e encontraram nada. E então, deixamos pra lá, esquecemos. "Eles devem ter se enganado. Viram errado". "Se o rato realmente entrou, já saiu de novo pra rua, fugiu.".
Mas, na madrugada de terça pra quarta, eu acordei com um barulho no lixo que fica no corredor entre a sala e o meu quarto. Ah, é, explicando... Eu moro casa no fundo da casa dos meus pais. Aqui fica meu quarto, com um banheiro e uma sala de estar. Na hora eu pensei: "será que é o rato?". Acendi a luz e vi ele, correu pra longe. Não, minto. Antes eu gritei. Gritei como uma donzela em filme de terror e chamei minha mãe. Pois é. Me senti uma criança patricinha, tão bizarra como as que inacreditavelmente existem-, tipo aquelas mini-misses - me arrepiam até a espinha! Bati a porta (acessível aos meus braços, já que não posso andar) e gritei que nem uma ridícula. Enfim, óbvio, que meu pai olhou tudo, não achou, e não acreditou em mim."Você devia estar sonhando".Rrrrrr...!!!
Minha mãe, nesse ponto de parada em meio a madrugada, de sonho com pesadelo, realidade e fantasia, me veio na imagem de uma fiel escudeira guerreira, se voluntariando a dormir comigo no meu quarto. Já meu pai fez a parte importante de toda saga: a do complicador que gera aflição no público (ele REALMENTE não acreditou em mim!) e depois do herói exterminador, perseguindo e matando o ser com uma barra de alumínio após 24h utilizando as mais variadas armas: mata insetos (pois é, vai entender...), veneno pra rato (depois que ele passou a acreditar vendo a madeira da porta roída), ratoeira com salame e veneno pra cupim (?!).
Mas, na madrugada de terça pra quarta, eu acordei com um barulho no lixo que fica no corredor entre a sala e o meu quarto. Ah, é, explicando... Eu moro casa no fundo da casa dos meus pais. Aqui fica meu quarto, com um banheiro e uma sala de estar. Na hora eu pensei: "será que é o rato?". Acendi a luz e vi ele, correu pra longe. Não, minto. Antes eu gritei. Gritei como uma donzela em filme de terror e chamei minha mãe. Pois é. Me senti uma criança patricinha, tão bizarra como as que inacreditavelmente existem-, tipo aquelas mini-misses - me arrepiam até a espinha! Bati a porta (acessível aos meus braços, já que não posso andar) e gritei que nem uma ridícula. Enfim, óbvio, que meu pai olhou tudo, não achou, e não acreditou em mim."Você devia estar sonhando".Rrrrrr...!!!
Minha mãe, nesse ponto de parada em meio a madrugada, de sonho com pesadelo, realidade e fantasia, me veio na imagem de uma fiel escudeira guerreira, se voluntariando a dormir comigo no meu quarto. Já meu pai fez a parte importante de toda saga: a do complicador que gera aflição no público (ele REALMENTE não acreditou em mim!) e depois do herói exterminador, perseguindo e matando o ser com uma barra de alumínio após 24h utilizando as mais variadas armas: mata insetos (pois é, vai entender...), veneno pra rato (depois que ele passou a acreditar vendo a madeira da porta roída), ratoeira com salame e veneno pra cupim (?!).
Bem, o que eu aprendi nessa loucura e noites mal dormidas além de me sentir com mãos atadas, ou melhor, pés atados? Não sei. Sei que ontem, só conseguia pensar em como me identifiquei com o pobre rato. Uma rata... Sem poder sair. Encurralada. Esse ponto de parada que estou vivendo seria uma redoma? É isso? Porque o sentimento era esse. Agonia e limitação.
Sim... estou usando a história do rato pra desabafar: me desesperei! Muito. "Pés atados"... Não foi como a inconformação do choque assim que o acidente aconteceu, mas pela impotência. Queria sumir. Não estar sentada, aqui, o dia todo... E confesso, nos dias de basquete, a coisa pega mais. Às vezes, fecho o olho, só pra lembrar o barulho da quadra... O mesmo que senti falta por 5 anos. E sei lá quando vou poder ouvir de novo. Pelo menos, ouvir. Jogar, ainda é tudo muito obscuro pra afirmar. E foi bem isso que o médico me disse ontem cedo, no retorno ao hospital. Meu caso é grave, sem garantias. Antecipamos a fisioterapia. Aliás, já marcada para amanhã.
E, da mesma maneira que a saga do rato terminou - e não me refiro à morte do coitado encurralado, mas à experiência, agora já relembrada de maneira cômica - que me rendeu mais uma vivência com meus pais, mais uma história compartilhada e o aprendizado da importância e a benção de ter pessoas ao lado, somado ao alívio de encontrar o que assombrava e a linda consequência de uma bela arrumação de todas as minhas coisas que por tanto tempo posteguei: assim desejo que o sentimento de encurralada se dissipe... Com um bom balanço final.
Sei que hora ou outra vou desanimar, de novo, mas que isso seja cada vez menos intenso. Afinal, ontem me senti como um rato. E, talvez, não só por me encontrar sem saída da atual situação (pelo menos, não como eu queria: voltando no tempo e desfazendo a tola ideia de pular da pedra), mas pela sensação de me sentir fraca onde eu sempre fui forte, e de me sentir covarde quando eu sempre fui corajosa, de olhar pra uma situação que eu sei que posso aguentar, que dá pra encarar, mas estar reagindo pessimamente. Porque essa sensação de não querer enfrentar algo claramente é uma das razões que me trouxe e que me parou aqui. É algo que dá pra persistir, ter garra e força de vontade e superar... Existem tantas histórias para me inspirar, tantos casos piores. Ainda mais com a fé, a certeza que tenho, de que toda essa dificuldade traz persistência, que, por sua vez, traz maturidade e crescimento. Creio que, lá na frente, assim como na saga com o rato, eu vou olhar pra trás e contar toda essa história com um sorriso no rosto... Posso ouvir, nesse ponto de parada, constantemente um sussurro, dizendo:
"Afinal, você é a Alê ou um rato?"
Agora, é prosseguir. Quem nunca teve medo? Quem nunca quis apenas se distrair, esquecer ou fugir de uma situação em que se pôs ou na qual foi colocado, encurralado? Às vezes, não temos esse luxo. Resta-nos, mesmo, só a missão de enfrentar e lidar com os 'ratos' que nos assombram. Dar um passo de cada vez. Amadurecer, como deve ser. Bem, no meu caso, o passo literalmente vai demorar um pouco, mas até lá tem muito chão!
PS.: Hoje comecei a ver um seriado chamado "Under the dome" em que as pessoas ficam encurraladas por um campo, aparentemente magnético. Interessante. Enfim, Freud explica... rs. Mas vale a pena e fica a dica, já que tá no tema! ;)
Agora, é prosseguir. Quem nunca teve medo? Quem nunca quis apenas se distrair, esquecer ou fugir de uma situação em que se pôs ou na qual foi colocado, encurralado? Às vezes, não temos esse luxo. Resta-nos, mesmo, só a missão de enfrentar e lidar com os 'ratos' que nos assombram. Dar um passo de cada vez. Amadurecer, como deve ser. Bem, no meu caso, o passo literalmente vai demorar um pouco, mas até lá tem muito chão!
PS.: Hoje comecei a ver um seriado chamado "Under the dome" em que as pessoas ficam encurraladas por um campo, aparentemente magnético. Interessante. Enfim, Freud explica... rs. Mas vale a pena e fica a dica, já que tá no tema! ;)

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