- Tudo e com você? Como você está?
- Ah... Na correria! Sabe como é..."
Tá. Cliché começar meu texto assim. Mas quem nunca falou isso? Ou melhor, conte no dedo as raras vezes em que a conversa não foi assim... Mais cliché que esse diálogo, impossível.
Escrevo isso, sem me esquivar. Tem sido assim. E não me refiro à "falta de profundidade nos relacionamentos atuais"... me refiro à correria. Nunca paro. Afinal, "A vida corre!", "O tempo passa", "O tempo urge!", "Não há tempo a perder!". Frases como essas talvez tenham me influenciado sem eu perceber, me levando a me desesperar quando o dia não parece render ou o tempo parece ter sido desperdiçado...Mas, por que corremos tanto?
A ideia de que começamos a morrer assim que nascemos, de que respiramos e a oxigenação nos faz envelhecer a cada segundo, e outras ideias similares, me faz querer aproveitar cada gotinha da ampulheta e sempre fazer tudo valer a pena. Bem, pelo menos, é o que eu pareço estar fazendo mais intensamente ainda nesses últimos 2 anos. Isso, unido ao meu impulso e crença de viver extraordinariamente tudo, me rendeu experiências surreais, verdadeiras histórias pra vida... Mas chego a um ponto de parada, não por escolha própria, mas pelo o que talvez você chame de acidente, eventualidade, destino, azar, sorte, castigo, karma, fato, ocorrido, consequência etc. Eu decidi chamar PONTO DE PARADA, e só sei que sinto que fui trazida para aqui. E tive a sorte de ter sido trazida para o meu porto seguro.
Então, criei esse blog, compartilhando o que estou vivendo, ora na tentativa de aprender decifrando o que está acontecendo ora tentando expor em palavras talvez piadas, experiências, lições e desabafos a partir daqui. Você é meu convidado. Sempre que quiser. É bem vindo a vir e também parar um pouco. Porque, às vezes, o melhor é parar.
"- Oi! Tudo bem?
- Tudo e com você? Como você está?
- Hm... parada."

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