sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Datas

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26 de dezembro de 2013
29 de dezembro de 2014


Às vezes, me sinto mais determinada por datas do que por qualquer descrição adjetiva. Esses números vão e vem em minha cabeça, lembrando-me de marco, marcas de quem sou, fui, do que fiz ou do que aconteceu a mim. 

Por esses dias comemorei 2 anos da conquista de um sonho e 1 mês da queda de uma pedra. Comemorações são importantes, não são? Por que comemoramos feriados, conquistas...? Bem, eu penso que fazemos isso para não nos permitirmos esquecer dos marcos da vida. E a vida por si só já é um marco afinal, mesmo a pessoa menos festeira sabe muito bem a data do seu aniversário.

Eu sempre fui muito boa com datas. Sei de cor o aniversário de quase todos meus amigos e da minha família e de seus casamentos. Comumente, sei em que fase da lua estamos, e nunca me esqueço dos mil afazeres marcados na minha agenda mental. Mas, talvez isso não fosse emocionante o bastante para mim, e no decorrer do tempo, adicionei mais alguns marcos, como acidentes, quebra de braço(s), eventos e festas, namoros, viagens, mudanças de casa, escola, fases...

Em suma, as datas nos ensinam a lembrar. Ao recordarmos alguns desses marcos, ficamos cheios de alegria e queremos celebrar. Alguns outros, nos servem de lições aprendidas, e até como um separador de águas: de quem éramos antes e de quem nos tornamos depois. E então, esta semana me deparei com esses dois: 2 anos da minha ida a Noruega - experiência surreal e sonho realizado que não me canso de falar ( e vai ser bem aquelas histórias que os meus filhos vão reclamar... "lá vem a história da Aurora Boreal..." rs) - e um mês de um acidente feio que, por estar tão próximo ainda, mal consigo ver claramente tudo o que ele vai significar, como vai impactar na minha vida e sequer como serei a partir dele. 

Datas são relevantes, pois, de alguma maneira, nos marcam, nos determinam. Algumas se tornam mais importantes que outras. E, nesse momento, em que duas delas se encontraram para discutir sobre minha vida, parece que eu só fiquei olhando a conversa, um tanto perplexa... No debate, 26/01/13 constatou que só agora eu poderia comemorar em paz e que não foi responsável por tudo o que veio depois; 29/12/14 disse que estava, até então, com perda de memória, mas que, aos poucos, alguns fatos começam a fazer sentido... Por fim, concordaram que a primeira lição reside no tempo entre elas, nas outras datas que entre elas delimitaram uma fase da minha vida. Será que elas sabiam que eu as observava conversando? 

Talvez esse próprio ponto de parada seja um marco mais para frente... É difícil saber ao certo, ainda é muito recente. Mas, neste momento, ao olhar para o recheio do sanduíche de 26/01/13 e 29/12/14 vai me fazer compreender um pouco mais sobre a saúde da minha vida, sobre o que preencheu essa fase. O bom de ter uma boa memória para datas é que eu nunca esqueço as mais belas experiências nem as mais duras lições que, em conjunto, me firmam os passos e me lembram de quem sou.

Agora, vai, me diz: quais são suas datas? Diga-me quais são e te direi quem és!


2 comentários:

  1. Adorei!!! Quer saber de verdade??? Rsrsrrsrs!!!
    Beijos! SAUDADE, SAUDADE, SAUDADE!!!

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    Respostas
    1. Sim!!! rs Saudades, Bibi! A data de retorno pode ser mais um marco também ;)

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